Entradas por Rosaria

Como ensinar inteligência emocional aos filhos

A inteligência emocional é a arte de saber lidar com os nossos sentimentos. É normal sentirmos alegria, empolgação e orgulho, mas também faz parte sentir angustia, medo, inveja e raiva. Saber lidar com esses sentimentos de forma proveitosa é a arte do sucesso. Quando sabemos regular nossas emoções, somos também capazes de ensinar isso aos nossos filhos para torná-los adultos emocionalmente saudáveis. Então, nossa primeira dica para ensinar inteligência emocional para as crianças é: Precisamos saber lidar de forma inteligente com as nossas emoções, pois ensinamos muito mais pelo exemplo do que pelo que falamos.  Caso você não se considere uma pessoa com inteligência emocional, não se preocupe! O primeiro passo para consegui-la é o reconhecimento de que precisamos melhorar e o segundo é a pratica. Podemos conseguir tudo o que querermos se nos dedicarmos. Para praticar, aprender e transmitir inteligência emocional aos nossos pequenos, temos aqui algumas dicas valiosas: Conheça as emoções: Aprenda e/ou ensine a nomear os sentimentos. Primeiro, precisamos saber o que estamos sentindo para depois saber como podemos lidar com isso. Não conseguimos solucionar um problema que não sabemos qual é. Para ensinar os sentimentos às crianças pequenas utilize frases como: Vejo que você está frustrado. Percebi sua euforia. Eu estou triste hoje. Aquele menino ali no parquinho parece estar alegre. Notei que estamos esperançosos.  Controle as emoções: Agora que você já sabe quais são os seus sentimentos, aprenda como pode lidar com eles visando extrair o melhor de cada situação. Tente se manter otimista e procure por soluções. Lembre-se: há sempre vários caminhos, aprenda a escolher o melhor. A dica mais valiosa para controlar as emoções é aprender a agir e não a reagir. Se você está nervoso, eufórico, raivoso, ansioso ou chateado, tente aguardar para dar uma resposta, faça uma pausa, respire fundo. Neste momento de emoções muito intensas, nosso cérebro age de forma irracional, ou seja, se você conseguir aguardar um pouco, controlar seus sentimentos e voltar ao pensamento lógico, sem dúvida as soluções encontradas serão muito mais proveitosas e poderemos evitar a frase: “Se eu tivesse pensando um pouco mais…” Promova a automotivação: Saber redirecionar um sentimento afim de obter algum ganho pessoal, sem passar por cima de valores éticos e morais, é fundamental para o nosso crescimento pessoal e equilíbrio emocional. Pratique a empatia: Tente se colocar verdadeiramente no lugar do outro, pensando através de outra perspectiva. Isso nos deixa mais humanos e melhora nossas relações interpessoais, promovendo grande ganho pessoal.  Invista em relacionamentos interpessoais: As trocas e aprendizados com o outro são fundamentais para nos mantermos saudáveis, além de ser a base da vida em sociedade. Saber lidar com todos os elementos positivos e negativos que os relacionamentos oferecem é ter grande […]

O Universo Mágico dos Contos de Fadas

“Era uma vez, num reino muito distante, um lugar habitado pelos seres maravilhosos: fadas, magos, bruxas, anões, gigantes… e onde a magia acontecia…” Quem não se lembra de escutar contos de fadas? Por que estes contos fascinam tanto as crianças? Por que os adultos têm medo de que seus filhos tenham medos, frustrações ao acompanhar um enredo destas histórias? Muitos pais acham desnecessário apresentar estes títulos para seus filhos por acreditarem que naquele momento eles não precisam lidar com as questões trazidas no enredo, sendo assim buscam poupar seus filhos, protegendo-os de todo o “mau”. Afinal de contas, por que contar estas histórias para as crianças? Este artigo abordará o modo como vemos as crianças, alguns de seus dilemas existenciais, a maneira como pensam e sobre alguns elementos a respeito da narrativa dos contos de fadas que dialogam com os pequenos. Para debatermos o assunto primeiramente precisamos conhecer melhor a criança. Você sabia que ela é curiosa e busca se inserir no mundo, desejando compreendê-lo e atuar sobre ele? A narrativa aborda questões essenciais humanas, retratando os dilemas que elas vivenciam: a separação dos pais, o medo da rejeição, a rivalidade entre irmãos, o crescimento, o amadurecimento, entre outros. A cada experiência a criança atribui sentido àquilo que vive e relaciona os diversos eventos de seu cotidiano. Assim, o conto de fadas é mais um elemento do qual ela poderá usufruir para elaborar suas questões internas, permitindo, assim, que desenvolva uma força interior para lidar com as adversidades, ambiguidades e contradições da vida que inevitavelmente irá enfrentar. Geralmente o protagonista é um personagem frágil, com quem se identifica. No decorrer de todo o enredo, o mesmo enfrenta diversos conflitos entre o bem e o mal, é perseguido até que surgem os seres mágicos e no final a virtude triunfa, o ser malévolo é castigado e tudo termina com um final feliz. Escutar um conto possibilita à criança usar sua imaginação e organizar sua experiência internamente na elaboração entre o bem e o mal, que é retratado ao longo da narrativa. É importante que as crianças desenvolvam e criem novas imagens internas. Alguns adultos discordam do desfecho, pois para eles as crianças devem conhecer como é o mundo real, porém elas sabem diferenciar aquilo que faz parte da realidade e o que é uma fantasia e precisa deste universo mágico que a console e lhe dê esperanças de dias melhores, pois aguarda um final feliz. O importante é que o mau seja punido. A possibilidade de a criança elaborar suas questões internas a partir dos contos de fadas pode promover a confiança nela mesma e no seu futuro. A maneira como cada criança se relaciona com a leitura é singular, pois […]

Jogos de tabuleiro e o jogo da vida

Neste artigo discutiremos o sentido dos jogos de tabuleiro e o quanto eles são instrumentos valiosos ao agregar pessoas e possibilitar uma experiência de grandes aprendizagens. A vida é como um jogo em que o tabuleiro é o planeta Terra, as peças são as mais diversas formas de vida, que se dão na relação que estabelecem entre si, emoções são vivenciadas, situações desafiadoras enfrentadas, criando variados acontecimentos! Esta realidade é refletida nos jogos de tabuleiro, que são uma excelente maneira de lidar com a arte e a brincadeira da vida. Nesta situação o jogador se depara com algumas questões: o objetivo, as regras, os desafios. Mergulhar nesta experiência exige uma tomada de decisão que envolve uma série de habilidades. É necessário traçar um caminho, uma metodologia, avaliar o contexto a cada novo cenário, a cada lance, se relacionar com os recursos necessários para chegar a um resultado, antecipar e planejar ações. Desta maneira, exige determinação, enfrentar dificuldades para concluir a tarefa e chegar até o fim. A cada partida, na busca de superar-se e atingir sua meta, o jogador desenvolverá a memória, o raciocínio lógico matemático, cálculo de risco, capacidade de concentração, disciplina, estratégia. Diferentes sentimentos são vivenciados durante as incertezas da trama do jogo, expressá-los, percebê-los e aprender a lidar com eles faz parte do processo: medo, alegria, tristeza, frustração, satisfação. Algumas vezes é preciso renunciar algo com vistas a um objetivo maior. Outras vezes perder faz parte do processo, o importante é identificar e lidar com a frustração, assim como refletir qual a estratégia que não o levou ao sucesso, na busca pelo auto aperfeiçoamento. Afinal de contas, aquilo que há de melhor é que neste encontro podemos nos conhecer melhor, assim como disse Platão: “Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de jogo do que em um ano de conversação”. Enquanto jogo posso entender melhor como o meu adversário pensa, quais suas estratégias e, a partir disto, refazer as escolhas de minhas ações. O que abre um espaço de troca em que cada um se constrói em relação ao outro. Esta interação possibilita olhar para os outros enquanto jogam, desfrutar de sentimentos compartilhados e, até mesmo, desenvolver a empatia ao vibrar pelo sucesso de seus adversários. Portanto, aproveite para jogar com os filhos, neste convívio você irá conhecê-los cada vez mais, pois vivenciará com eles a maneira como lidam com o jogo da vida, quais suas estratégias, como vivem a frustração, como olham para o outro, assim como, também, descobrirá habilidades pessoais e aprenderá com elas. Existem vários tipos de jogos que você pode escolher de acordo com a idade da criança, segue alguns deles: Xadrez: o objetivo é colocar o rei do adversário […]

A difícil escolha do brinquedo ideal para seu bebê

Brinquedos para bebês sempre chamam a nossa atenção. São bonitinhos, coloridos e muitas vezes emitem sons ou brilham diferentes cores. Os brinquedos são de grande importância na vida dos bebês e mais do que brincar, eles ajudam no desenvolvimento infantil abrangendo as áreas da linguagem, do desenvolvimento motor, cognitivo e social. Brincar permite ao bebê estabelecer relações afetivas e aprender sobre si e o mundo. Nos primeiros meses de vida, o bebê se desenvolve muito rapidamente, o que chamamos de saltos do desenvolvimento, e nessa fase os estímulos sensoriais são fundamentais no dia a dia do bebê. Nesta fase, brinquedos para bebês devem apresentar texturas diferentes, cores neutras, estímulos sonoros e devem ser seguros, pois com certeza o bebê levará o brinquedo a boca. Vale levar em conta que o que importa é o ato de brincar e não o brinquedo em si e sempre deixar que o bebê explore livremente o brinquedo. Por isso é essencial que nos momentos de interação do adulto com o bebê, estes sempre falem carinhosamente com o bebê, cantem e sempre nomeiem ao bebê o que ele vê, escuta e supostamente, sente. Assim, aos poucos, vamos conhecendo nossos bebês e suas preferencias e também seus limites entre o brincar e o cansaço. Ficar o tempo inteiro direcionando como e com o que o bebê deve brincar é cansativo e estressante tanto para o adulto quanto para a criança e o brincar livre estimula a imaginação e move o bebê para os estímulos e movimentos que ele é capaz naquele momento e instiga para que ele busque novos desafios com aquele brinquedo. Brincar livre, mas sempre com a presença e interação afetiva do adulto. Mas será que sabemos escolher corretamente o brinquedo ideal para cada bebê? Como em meio a tantas opções decidir o que comprar? Aqui vão algumas dicas de como escolher o brinquedo ideal para seu bebê: • Conhecer bem seu filho para ao comprar, ter a certeza que seu bebê irá gostar e disfrutar do brinquedo de maneira que também estimule seu desenvolvimento; • Nunca comprar um brinquedo de uma faixa etária superior à de seu bebê com a intenção de que este poderá estimular mais que o da faixa etária a qual ele se apresenta, isso pode gerar uma frustração enorme no bebê; • A escolha deve ser muito mais pessoal do que comprar o que está na moda ou o que parece ser o brinquedo de bebê mais bonito da loja; • Não separar brinquedos por gênero. Carrinhos ajudam muito o bebê na fase de engatinhar, pois tentam agarrar e o carrinho anda, assim, engatinham até ele; • Considerar a compra de um brinquedo que estimule e acompanhe seu bebê […]

Estímulos Sensoriais

A estimulação sensorial pode ser feita através de brinquedos sensoriais e até mesmo das texturas exploradas ao redor e ao longo do dia a dia de um bebê. Desde o nascimento até os seis anos de idade, as crianças têm uma grande capacidade de absorver e reter novas informações como se fossem uma “esponja”. A estimulação sensorial é uma espécie de terapia para o desenvolvimento infantil e ajuda a potencializar a descoberta do mundo através dos cinco sentidos. A visão, o tato, a audição, o paladar e o olfato, assim como o movimento e o equilíbrio, precisam ser trabalhados e estimulados durante a primeira infância, pois ajudam no desenvolvimento motor, social e cognitivo. Os sentidos são a primeira porta de descoberta e conhecimento do mundo dos bebês e das crianças. Quando as sensações das crianças são estimuladas através de brinquedos sensoriais, ajudamos a despertar o desejo de aprender, bem como o desenvolvimento cerebral e cognitivo do seu filho. Brinquedos sensoriais podem também auxiliar na expressão de seus sentimentos, através por exemplo de cheiros familiares, texturas calmantes para o momento em que um bebê está agitado ou em crise de choro e até mesmo alguns sabores que lhe deem prazer ou que o façam descobrir uma sensação ruim. Podem também ajudar no desenvolvimento da fala através de estímulos sonoros diferentes e de um vocabulário mais extenso. Além de ajudar também na socialização e interação com outras crianças, afinal, qual a criança que quer chegar no quadrado de areia do parquinho e não ter a coragem de sentar, brincar e interagir sem ter aflição da areia? Quanto mais cedo os bebês são expostos a estas texturas, mas fácil lidar com situações que apresentem texturas diferentes, como também, quando começam a escola e já estão familiarizados com a cola e a tinta por exemplo. A parte de chegarem na escola já felizes em manusear essas texturas, estão muito mais aptos para explorar seu lado criativo e lúdico. Podemos então dizer que os estímulos sensoriais depositados na criança desde cedo são como as ferramentas mentais que ela terá disponível para usar no futuro. O melhor de tudo isso, é que brinquedos sensoriais, além de estimular os sentidos, são na maioria das vezes baratos de se comprar e o melhor ainda, muito fáceis de fazer, assim você mesmo pode criar experiências sensoriais que tornem o momento leve e divertido, e fique atento para não se preocupar com a bagunça e a sujeira que poderá acontecer em função destas brincadeiras. A baixo listamos algumas opções de brinquedos sensoriais que podem ser feitos com materiais corriqueiros, facilmente encontrados na sua casa, e que irão estimular e muito os sentidos do seu filho: • Brincadeiras com gelatina, como […]

Você sabe o que são Brinquedos Montessori?

Primeiramente, precisamos desmistificar o nome “Brinquedo Montessori” que tanto é usado para se referir aos Materiais Montessori. Quando recorremos ao dicionário e procuramos a palavra “brinquedo”, aparece a seguinte descrição: objeto com que as crianças brincam, brincadeira ou jogo, passatempo e distração. Porém, há dois tipos de brinquedos, os que precisam da criança e os que não precisam. Os que precisam da criança para fazê-lo ser mais que um objeto, são brinquedos educativos e criativos (como vocês podem encontrar na Playlab). Já os que não precisam das crianças, são considerados um show, onde andam sozinhos e não precisam da criança para empurrar, ou ainda com muita informação, onde brilham, rodam, possuem música, tudo ao mesmo tempo. O resultado são crianças assistindo esses brinquedos e não interagindo com eles. Os brinquedos educativos e criativos auxiliam as crianças que possuem anseios de conhecer o mundo, de conhecer o que é real, a desenvolver habilidades, e um brinquedo considerado um show não consegue atender essa necessidade. Já na metodologia Montessori é defendido que a criança precisa de um trabalho, de um propósito, de se esforçar para conquistar algo. Mas para isso acontecer, ela precisa de um material adequado para conquistar esse fim, e por isso foram desenhados os materiais Montessori. Esses materiais devem auxiliar a criança a desenvolver o que ela deseja em um momento específico de seu desenvolvimento. Sendo assim, as principais características de materiais Montessori é que devem ser de tamanho infantil, devem isolar a dificuldade/qualidade/habilidade e devem conter o controle de erro. Vamos falar mais dessas três características a seguir e também alguns outros aspectos importantes sobre os materiais. Na metodologia Montessori acredita-se que todas as crianças podem trabalhar com materiais reais: representações reais de animais, vidro real, utensílios de madeira, porcelana e metal. Você consegue imaginar o porquê? Causa e Efeito Estamos em busca constante de que as crianças construam suas experiências de vida através de experiências reais. Um exemplo é quando se permite que a criança manuseie materiais quebráveis, e como efeito disso é o desenvolvimento de habilidades necessárias para o cuidado e atenção com tal material. Portanto, quando a criança começa a trabalhar e esquece da importância do cuidado com o material e acidentalmente bate um copo na mesa e ele se quebra, a lição natural de causa e efeito acontece. Qualidade, Variedade e Beleza O uso de materiais frágeis oferece oportunidades para aprimorar o ambiente com beleza. Como guias, devemos procurar e tentar encontrar as mais belas tigelas, bandejas, jarros e copos para que as crianças tenham a oportunidade de trabalhar com algo tão belo, porém frágil. Isso não apenas faz com que o ambiente pareça agradável, mas cria-se um sentimento de orgulho na criança por […]

Lição de Casa – Tarefa x Construção de Aprendizagem

Tem mãe que quase enfarta ao fazer a lição de casa com seu filho e tem filho que diz que ficará tão fraco que seu coração irá parar ao fazê-la… Entre tantas histórias, quem nunca passou por isso? Este momento de rotina da família aciona nos adultos diferentes emoções, que, muitas vezes, estão relacionadas às suas crenças. Alguns se sentem responsáveis pelo cumprimento da tarefa, outros se preocupam que seja feita corretamente, ainda tem aqueles que procuram proteger seus filhos de algo tão “nocivo” a eles como a lição de casa. Desta maneira, precisamos compreender de fato qual é o sentido da lição de casa, qual a sua função, pois a maneira como cada um de nós nos colocamos frente a estes desafios, influenciará diretamente na forma como nossos filhos lidarão com a vida, com a escola, consigo, com seu aprendizado. Compreendendo a lição de casa Hoje, várias abordagens têm concebido as crianças como sujeitos capazes e autores de seu processo de aprendizagem, sendo assim, é ela quem constrói seu conhecimento a partir das inúmeras relações e interações que estabelece com o mundo, de maneira ativa. Desde muito pequenas elas querem se inserir no mundo e desejam construir conhecimentos e saberes. Quando são pequenas, as crianças aprendem a cuidar de si, a se organizar no espaço, no tempo e com os materiais. Neste momento, elas têm no adulto alguém que colabora para que esta construção seja possível. Nesta perspectiva, a lição de casa tem como intenção ser um exercício para a construção de sua autonomia e senso de responsabilidade. À medida que crescem, as tarefas vão se tornando mais complexas. A criança deverá retomar aquilo que foi vivido e abordado com o seu grupo na escola. A partir disto, ela se deparará com suas facilidades e dificuldades, e, ao reconhecer suas limitações, poderá construir meios de superá-las. Sendo assim, a lição de casa pode ser considerada como uma das grandes aliadas do aluno. Com ela ele poderá sistematizar, retomar e aprofundar seus conhecimentos. Assim como, poderá também, possibilitar uma importante reflexão e autoconhecimento sobre o seu processo de aprender. Lição de casa, uma devolutiva para o professor. A tarefa, quando realizada pela criança, pode ser um valioso material de análise para o professor compreender onde estão os pensamentos de seus alunos em relação àquilo que foi abordado em sala. A partir destes indícios, ele poderá planejar estratégias com a intenção de aprofundar a construção do conhecimento das crianças e adolescentes, partindo de onde estão. Qual o sentido da lição de casa para os pais? A lição de casa possibilita aos pais aproximarem-se da proposta da escola. Através dela pode-se estabelecer uma relação mais próxima com a instituição e abrir espaços […]

O uso do celular na infância – Pode ou não?

Vamos ser realistas, 99,9% das mães entrega o celular na mão da criança. Então, pra mim proibir não é o caminho mas usar de forma correta. Veja como neste post. Eu preciso começar esse texto deixando um coisa bem clara… Eu não sou contra o uso da tecnologia pelas crianças. Muito pelo contrario, eu acho, aliás, eu tenho certeza que a tecnologia pode ajudar as crianças na aprendizagem. E mais, aprender código na infância pra mim é algo tão essencial como o inglês. e para as mãe que se preocupam com o futuro profissional dos seus filhos é algo que deve ser considerado. Inclusive, nós mães que não temos babá por opção ou por falta de recurso, sabemos bem que o celular é uma das melhores armas que nós temos. Muitas vezes é ele que nos permite tomar banho, ligar para uma amiga ou até fazer a compra do supermercado. Por isso, condenar o uso do aparelho para as crianças além de ser irreal seria extremamente cínico da minha parte. Por isso, neste post, o que eu prefiro fazer é dizer a verdade e dar dicas que possam ser úteis e realistas para mães modernas como eu. Foque no conteúdo Já digo que não vou dizer que você só pode deixar seu filho com o celular 20 minutos por dia ou que você tenha um horário especifico. Invés disso, eu digo o seguinte: dê o celular quando necessário, tire o Youtube Kids por que pode ter conteúdo arriscado. Ofereça só Netflix e aplicativos de jogos que ensinam alguma coisa. O meu preferido é o CODE SPARK – ensina números e código e as crianças amam, o Mario RUN e todos os jogos da lego. Quando o Thomas era menor o que eu mais dava acesso era o app da Galinha Pintadinho e Bob Zoom. Outra opção é consultar a escola do seu filho. Muitas, já estão introduzindo aplicativos que ensinam matemática e outras coisas para as crianças. Tem aplicativo que ensina as cores, as letras e muito mais. Na minha opinião na hora de dar acesso ao celular o importante é a sua curadoria do conteúdo. Por que vamos ser realistas 99,9% das mães dá acesso ao celular, inclusive eu. Por isso, foque no conteúdo. Equilibrio sempre é melhor Outra dica importante na hora de considerar o acesso do seu filho ao celular é o tempo. Na minha opinião, se seu filho faz esporte, vai para a escola, corre, brinca o dia todo, um pouco de celular antes do jantar não vai fazer mal nenhum. A minha ideia aqui é passar para você a necessidade de ensinar o equilíbrio das coisas para seu filho. Se a crianças é ativa não […]

Leitura para bebês

Quando podemos começar a ler para uma criança? Já ouvimos muita gente dizer: “só vou começar a ler para meu filho quando ele já conseguir entender o conteúdo do livro”. Mas será que precisamos esperar uma criança crescer para ler para ela? Claro que não! Acreditamos que é possível ler para os bebês E o que os eles aprendem com isso? Em primeiro lugar, precisamos entender que a leitura vai muito além da aprendizagem. É claro que os pequenos aprendem muito ouvindo histórias: ampliam vocabulário, têm contato com estruturas gramaticais mais complexas do que no dia a dia, concentram-se etc. Entretanto, a hora da leitura é, acima de tudo, um momento de afeto, de troca, de escuta – ouvir a voz melodiosa do adulto, a cadência do texto, a sonoridade das rimas nas poesias, apreciar a beleza das ilustrações, aguçar a curiosidade pensando no que está por vir na próxima página… Ler junto é compartilhar momentos ricos, cheios de sentimento e emoção, que ficarão guardados para sempre!   Autoras: Bruna Cardoso e Paula Strano são pedagogas especialistas em alfabetização com mais de 10 anos de experiência em escolas, tendo atuado em sala de aula e com formação de professores. Hoje em dia, estão à frente do Projeto Ler o Mundo. Bruna é também psicopedagoga e Paula é escritora de livros infantis. Para conhecer melhor o trabalho das autoras: www.leromundo.com.br

Brincadeiras para crianças, um universo de possibilidades

As brincadeiras para as crianças vão muito além de serem somente momentos de diversão. Constituem-se como situações que proporcionam à criança a possibilidade de se descobrir, desvendando o mundo à sua volta, socializando-se e expressando seus pensamentos e sentimentos. Podemos organizar as brincadeiras em três categorias. Conheça um pouco mais sobre cada uma delas. BRINCADEIRAS TRADICIONAIS Fazem parte da cultura popular e por serem de tradição oral é comum irem se transformando. – Brincadeiras de roda; – Amarelinha; – Pular corda; – Elástico. BRINCADEIRAS DE FAZ-DE-CONTA Surgem com a capacidade de representação e com a linguagem. Nelas é colocado em jogo o imaginário da criança. Para promovê-las podem ser oferecidos. – Contextos estruturados tais como, casinha, feira, escritório; – Contextos desestruturados, nos quais são oferecidos materiais de categorias diversificadas. BRINCADEIRAS DE CONSTRUÇÃO A partir delas estimula-se a criatividade e desenvolvem-se habilidades. Podem estar relacionadas intimamente a situações de faz-de-conta. – Construir objetos; – Construir cenários. E então, vamos brincar de quê?   Autora: Fernanda Hungerbuhler Barroso – Professora na Ed. Infantil, Pós-graduanda em Psicopedadgogia pela Puc/ SP e Pedagoga pelo Instituto Vera Cruz