Pais que estão passando por essa fase ou já sentem que ela está próxima de acontecer costumam ficar cheios de dúvidas sobre como agir no momento do desfralde noturno.

Como se trata de uma fase de transição, o começo é sempre mais difícil e tem momentos que parece que não vai dar certo.

Mas dá! o importante é ter paciência e respeitar os sinais que a criança demonstra.

Não é por que elas não tenham falas elaboradas que não saibam se comunicar, e é preciso compreender as suas diferentes formas de expressão. O erro é construção, não é ponto final nem motivo para desistir.

Conduza esse momento do desfralde noturno com carinho, afinal, faz parte da evolução das crianças e é um passo a ser celebrado.

Veja agora como fazer essa condução da melhor maneira possível para todos!

Como saber se é a hora do desfralde noturno?

Depois de passar pelo desfralde diurno, é natural que se espere o momento do noturno.

Essa fase representa uma passagem importante para a criança, sendo a concretização da sua capacidade de autocontrole. Por isso, é preciso ter muita calma nesse momento para que seja feito da maneira mais natural possível, respeitando o tempo de cada criança. Podemos dizer que não se trata de um momento muito fácil, é preciso ter bastante sensibilidade e persistência, mas sem fazer pressão.

Lá pelos 2 anos e meio ou 3 anos já é possível começar o desfralde noturno. Há crianças que pedem para tirar a fralda mais cedo e outras que demoram um pouco mais. No geral, as meninas passam pelo desfralde noturno mais cedo que os meninos.

Mas a idade não é o principal fator de escolha.  Existem sinais que mostram se a criança está pronta ou não para essa mudança. Veja quais são!

Comportamentos que indicam esse momento

O primeiro sinal que indica a possibilidade de iniciar o desfralde noturno é a criança acordar seca pela manhã. Ao observar isso após alguns dias consecutivos, já pode começar o processo e colocar somente calcinha ou cueca por baixo do pijaminha.

No entanto, como ocorre em toda grande mudança, é preciso conversar com a criança sobre o procedimento, explicar a importância para ela e mostrar o quão legal é não precisar dormir de fralda.

Esses diálogos precisam ser lúdicos, afinal, há pouco tempo eles eram bebês. Por isso, use historinhas e muito carinho. Uma indicação de livro para esse momento do desfralde é o do autor e ilustrador Guido Van Genechten, Você sabe usar o penico?, Editora: Saber e Ler.

Outro comportamento observado nas crianças em relação ao desfralde no geral é dela mesma avisar quando fez xixi ou cocô.

Portanto, se ela pede para ir ao banheiro de madrugada, mesmo de fralda, é mais um sinal de que ela está pronta para começar o desfralde noturno.

Lembre-se de sempre celebrar cada avanço com as crianças, e levar o processo com alegria e leveza.

Duas ações que podem facilitar o desfralde noturno é sempre levar as crianças ao banheiro antes de dormir e oferecer menos líquido nas últimas horas antes do sono. Isso ajuda os pequenos a ficarem secos durante a noite.

Como lidar com as dificuldades do desfralde noturno?

Quando se trata dessa mudança, cada criança reage de um jeito único. Por isso, as dificuldades surgem sim e não é preciso ter medo delas. Há formas de reverter esses momentos e, muitas vezes, é preciso até recuar e esperar mais um tempo.

Veja algumas dificuldades do desfralde e saiba como lidar com elas!

1- Demora no desfralde

Muitos pais se preocupam com os temidos atrasos no desenvolvimento de seus filhos, com receio de que tenham algum problema futuro ou estejam de desvantagem em relação aos demais.

Devido a essa angústia, esquecem de respeitar o tempo individual de cada criança, pulando assim etapas importantes que lá na frente podem trazer outros problemas.

Embora tenhamos falado que aos 3 anos as crianças já começam o desfralde noturno, não é preciso se preocupar se ela ainda não conseguiu fazer essa transição aos 4 ou 5 anos de idade, pois é normal.

As expectativas exageradas em cima da criança podem pressioná-la. É preciso se controlar e esperar o tempo dela. Incentivar não é pressionar.

2- Medo da criança

O medo é um sentimento muito comum e faz parte da natureza humana, principalmente com os pequenos.

Muitas vezes, a imaginação das crianças cria fantasias em relação ao banheiro, sobre bichos que podem sair da privada, medo de cair quando estiverem sentadas. Esses “riscos” precisam ser desmistificados para que tenham mais segurança.

Para lidar com o medo, é preciso doses extras de paciência e carinho, respeitando os limites que elas demonstram.

Nunca obrigue uma criança a enfrentar seu medo quando ele estiver presente, nem subestime o que ela pode estar sentindo. Converse, acolha e a encoraje gradativamente.

3- Xixi e cocô na calcinha/cueca

Quando a criança ainda faz com frequência xixi ou cocô na roupa em vez de ir ao banheiro, é um sinal claro de que ela ainda não está pronta.

Portanto, converse com ela e mostre que ela precisa de mais um tempinho para aprender. Use exemplos reais para mostrar que cada criança tem o seu jeito, falando que às vezes é preciso treinar mais um pouco para aprender certas coisas, como em uma brincadeira ou jogo.

Afinal, o tempo da criança é o que importa verdadeiramente nesse processo.

Caso essa dificuldade se prolongue por muito tempo e o processo esteja sendo difícil para a família, peça orientação ao seu pediatra para que acompanhe com carinho este relevante momento de aprendizado e desenvolvimento.

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