Educação financeira infantil-

A maior parte dos adultos brasileiros (mais de 40% da população), sofre no dia-a-dia as consequências da falta de educação financeira.

Infelizmente eles não aprenderam nada sobre educação financeira, nem na escola e nem em casa, e isso tem gerado uma legião de famílias endividadas país a fora.

A falta de educação financeira, além das dívidas, implica em vários outros problemas que poderiam ser amenizados ou evitados ao longo da vida econômica de uma pessoa.

Uma pessoa educada financeiramente pode por exemplo, trabalhar menos,  ter mais tempo livre, ter mais saúde e qualidade de vida, ser mais criativo, tomar melhores decisões tanto no aspecto profissional como pessoal, definir e atingir seus sonhos e também planejar e desfrutar de uma aposentadoria tranquila e decente.

Felizmente esse cenário da falta de educação financeira começa a mudar.

Em 2018 foi aprovada a nova lei da BNCC, que dá as diretrizes nacionais para a educação no Brasil, e pela primeira vez, a educação financeira  fará parte dos currículos obrigatórios de todos os colégios do país, será um dos temas a serem abordados no ensino de matemática. (saiba mais aqui).

E você, que é pai, mãe ou convive e ama uma criança também pode contribuir muuuuuuito para acelerar essa mudança.

Você pode ser um mestre de educação financeira para sua criança, é muito simples e muito divertido também.

Como começar

Eu defendo a tese que não devemos nos limitar a ensinar apenas educação financeira para crianças, dinheiro é importante sim, mas não é e não pode ser visto como nosso único recurso econômico.

Dedique-se a ensinar sobre educação econômica e aproveite cada momento de uso de algum recurso, para ir introduzindo conceitos sobre finanças ou sobre economia.

Educação econômica é uma educação que visa reconhecer todos os nossos recursos disponíveis (inclusive o dinheiro), e que podem ser usados de forma econômica para nos ajudar a acessar nossos objetivos.

Saiba mais sobre educação econômica nesse outro artigo: Educação financeira ou econômica

Eu por exemplo, sempre aproveito idas a banco, uso do home banking, momentos de decisões de compra, momento de planejamento de viagens para abordar conceitos econômicos com meus filhos.

Começo sempre perguntando a eles o que eles preferem, por exemplo, um pacote de macarrão x ou y?

Aí pergunto o porquê dessa escolha e assim vamos construindo juntos conceitos como:

– Custo benefício (em qual pacote vem mais pelo menor preço)

– Preço e valor (preço é o que você paga, valor é o que você leva)

– Inflação, (quanto custava esse item no mês passado?)

– Vale a pena adiar esse gasto agora no presente para conseguir algo maior e mais importante no futuro?

– Como podemos substituir esse gasto?

Fazendo assim a compra do mercado fica um pouco mais demorada mas também fica bem mais divertida.

Para agilizar a compra adotei outra estratégia, assim que chego no mercado peço a eles que busquem um item especícfico para mim, que seja o melhor produto daquela categoria e com o preço mais baixo, é tipo uma caça ao tesouro e é bem divertida.

Para explicar inflação por exemplo escolhi um item que sempre compramos (azeite de oliva) e acompanhamos o valor desse item mensalmente, assim criamos nosso “índice de inflação azeite” e vamos discutindo se subiu,  quanto subiu de um mês para o outro e assim vai indo.

Pela minha experiência como mãe e como educadora, a melhor forma de aprender é brincando e  assim vou introduzindo vários conceitos no dia-a-dia, no meio das brincadeiras.

Outra coisa que gostamos muito de fazer é usar jogos relacionados a matemática e a finanças. De vez em quando a gente se reúne e joga alguns desses jogos abaixo:

Banco imobiliário junior                 

Boa viagem    

Descobrindo a matemática

– Jogo da mesada

Pega pega tabuada

Também gosto de brincar de jogos que estimulem a imaginação e a criatividade pois acredito que a criatividade é um recurso muito mais poderoso que o dinheiro.

Meu jogo preferido de criatividade é o imagem e ação

É importante adequar o jogo, a linguagem e a abordagem a idade da criança.

Por exemplo, em casa jogamos o banco imobiliário junior pois meus filhos têm entre 10 e 14 anos, quando o mais novo for adolescente aí passarei para o banco imobiliário de adultos.

Outra coisa importante é não se limitar a ensinar sobre o ato de poupar, crianças podem e devem aprender sobre investimentos e também podem e devem investir (claro que sempre com a supervisão de um adulto).

Quando eu era criança minha mãe me ensinou a poupar e também a investir, eu tinha um cofrinho da caixa econômica e sempre que ele enchia a gente ia ao banco depositar na caderneta de poupança (naquela época a caderneta era o que a minha minha conhecia sobre investimentos).

Hoje meus filhos também tem seus cofrinhos e toda vez que ele eles juntam R$ 100,00 aplicamos no Warren, uma plataforma de investimentos bem fácil e intuitiva, acho ela ideal para começar a educação financeira com os filhos.

Isso é um pouco do que venho fazendo com meus filhos e que vem dando certo.

Vejo eles crescendo com alegria e com tranquilidade financeira, aprendendo diariamente a fazerem suas escolhas econômicas com autonomia. Por enquanto eu ainda estou aqui por perto para apoiá-los nisso, mas quando não estiver tão perto eles saberão o que fazer.

Criar filhos independentes e criativos para a vida é a minha maior meta.

Para saber um pouco mais como venho fazendo isso acesse esse outro post: Como educar os filhos financeiramente para a vida

 

 

Autora: Ana Munhoz – Empreendedora e educadora, especialista em educação econômica e financeira pessoal.




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