Nos primeiros seis anos de vida o nosso cérebro funciona como uma esponja, é o que Maria Montessori denominou Mante Absorvente.

Aprendemos diretamente através do meio em que vivemos, sem ter que elaborar informações, o nosso pensamento racional está em processo de desenvolvimento. Por isso, estes primeiros seis anos – período da primeira infância – são os melhores para aprender um novo idioma, é a fase da nossa vida em que aprendemos mais.

Além de aprender habilidades novas neste período vital, o ser humano está configurando seu cérebro, e com isso aprendendo quem é no mundo e o que ele é para outras pessoas. Nesta fase se formam os medos, as inseguranças, o autocontrole, a capacidade de se comunicar, cooperar e se relacionar. Definitivamente é nesta fase que formamos o caráter que teremos nos anos posteriores.

Nesta fase da primeira infância, o que o adulto, que cuida e acompanha um ser humano neste processo, pode fazer?

1- Oferecer um ambiente seguro e amoroso, o espaço físico e o emocional são a base segura para poder criar relações de confiança e se sentir seguro para explorar o mundo.

2-Permitir os diferentes tipos de atividades que a criança quer experimentar (sempre que não sejam perigosas ou estejam fora dos nossos princípios e valores)

3-Apenas observar quando a criança estiver concentrada em uma atividade. Evitar ser o centro que motiva as atividades da criança e respeitar seu brincar sem atrapalhar. É comum tentar entreter as crianças, mas isso só tira a motivação delas que são plenamente capazes de escolher e começar suas brincadeiras, motivadas pelo seu interesse e necessidade de pesquisa. Os bebês são cientistas explorando um mundo novo.

4-Permitir a livre movimentação para descobrir esse novo mundo que a rodeia e o seu corpo e capacidades. É através do movimento que a criança se compreende e desvenda o mundo; nestes primeiros anos deveríamos evitar manter as crianças quietas, sentadas em cadeiras, pelo contrário, o esforço deveria estar dirigido a procurar espaços livres e contato com a natureza.

5-Cuidar da sua linguagem e, dentro dela, o que falamos sobre a criança. (Evitar apelidos, juízos, etiquetas). Lembre que a mente da criança nos primeiros seis anos é absorvente, isso significa que o que falamos e como falamos é importante; tentaremos usar as palavras certas para cada coisa evitando infantilizar (o comer no lugar do papa).

6- Manter a conexão com a criança, evitar o celular e estar em presença com sua atividade. Nos momentos de maior cansaço e tensão lembre-se da imagem de seu filho no dia em que ele nasceu ou sendo muito bebê, se reconecte com a vulnerabilidade dos dois, um ser humano aprendendo a estar neste mundo completamente novo e você acompanhando a trilha com todas as dificuldades que tem a paternidade/maternidade.

Autora: Maria Rozas é mãe, pedagoga e terapeuta. Criou Flamingo Sour para auxiliar famílias nas alterações e mudanças geradas com a vida do novo ser! Sua visão se baseia nas pedagogias Montessori e Pikler, mas especialmente com um profundo respeito à maternidade, sabendo que cada mãe é o melhor para seu filho.

“Favoreça as explorações e as experimentações da sua criança no ato de brincar, propiciando para ela os brinquedos da nossa loja virtual” (Playlab)

 

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